O Instituto Português do Desporto está a preparar, em conjunto com a Secretaria de Estado da Juventude e Desporto, uma nova legislação para regulamentar a actividade dos ginásios em Portugal. Segundo o Diário de Notícias, o documento propõe a abolição da apresentação de atestados médicos por cada candidato a sócio. Muito contestada de início, a exigência dos atestados médicos que declaram uma pessoa apta para a actividade física acabou por ser adoptada pelos ginásios e empresas privadas que se dedicam à prática do exercício. O seu fim previsto é uma das medidas mais aplaudidas pela Associação de Empresas de Ginásios e Academias de Portugal (AGAP). De acordo com Armando Moreira, presidente da associação, o atestado médico é “uma enorme barreira para os serviços comerciais e a prática” e a sua aplicação “só quase existe em Portugal”.
Outra das medidas em estudo é a obrigatoriedade dos ginásios contratarem instrutores devidamente habilitados. A legislação actual (decreto-lei 385/99) consagra já a obrigatoriedade do director técnico dos ginásios ser licenciado. Se avançar, a proposta pode vir a lançar a polémica. É que, segundo Armando Moreira, existem muitos profissionais com experiência e currículo ganho dentro da actividade, mas sem a devida habilitação académica. “Terá de haver um período de adaptação e carência”, defende o presidente.
Apesar de não existirem dados concretos sobre o sector, a AGAP estima que operem em Portugal entre 1000 e 1200 empresas privadas no sector do exercício físico, o que corresponde a um crescimento na ordem dos 50 por cento em cinco anos. Um estudo de mercado recente revela que cerca de 1,5 milhões de pessoas com mais de 15 anos frequentam ginásios ou academias. Se cada uma gastar, pelo menos, 50 euros – valor avançado pela AGAP – o mercado dos ginásios privados em Portugal pode valer aproximadamente 75 milhões de euros.
(Fonte: Diário de Notícias)
16/6/2006