Foi a “vencedora” absoluta num dos mais abrangentes estudos alguma vez conduzido sobre dietas alimentares. Segundo investigadores do Stanford University School of Medicine, a dieta Atkins conduz a melhores resultados em termos de perda de peso, redução de níveis de colesterol e pressão arterial.
Publicado na edição de Março do Journal of the American Medical Association, este estudo acompanhou 311 mulheres com excesso de peso, pré-menopáusicas e sem problema de diabetes. Cada uma seguiu uma de quatro dietas: Atkins (baixa em hidratos de carbono, Zone (40 por cento hidratos de carbono, 30% de gordura e 30% proteína), LEARN (dieta que segue as recomendações da pirâmide alimentar do Departamento de Agricultura Norte-Americano), e dieta Ornish (pobre em gorduras e rica em hidratos de carbono).
As participantes submeteram-se a pesagens e a exames regulares ao metabolismo. No final dos doze meses, as que seguiram a dieta Atkins perderam em média 4,7 quilos; as do LEARN 2,5 quilos; 2,1 kg foi a perda média das participantes que se cingiram à dieta Ornish e a dieta Zone proporcionou às mulheres uma redução de 1,5 quilos.
A perda de peso foi mais acentuada no início do estudo, chegando aos 5,8 quilos no grupo das mulheres que seguiram a Atkins. Mas foram também estas que recuperaram mais peso, terminando o período de estudo abaixo dos 5 quilos.
De acordo com o investigador principal, Christopher Gardner, a dieta de Atkins foi também responsável pela maior diminuição de índice de massa corporal, triglicéridos e perssão sanguínea. Já os HDL (o “bom” colesterol), aumentaram mais no grupo Atkins no que em qualquer outro.
Embora o artigo publicado não apresente explicações concretas, os dados sugerem que a dieta Atkins pode efectivamente ser a mais saudável. Por ter uma mensagem simples (evitar açúcares refinados) ou por defender a substituição de hidratos de carbono por proteínas (que provocam mais saciedade), são algumas das explicações avançadas pelos investigadores.
Alguns autores têm vindo a criticar o estudo, afirmando que é impossível estabelecer uma comparação isenta. Acusam que, no final do período, poucas eram as participantes que seguiam adequadamente a dieta do grupo em que estavam incorporadas.
8/3/2007