Consumir alimentos ricos em flavonóides pode reduzir o risco de mortalidade associada à doença cardiovascular, doença coronária e AVC de 10 a 22 por cento. A investigação que torna possíveis estas conclusões foi conduzida em parceria entre americanos e noruegueses e avaliou 34 489 mulheres pós-menopáusicas durante 16 anos.
As dietas alimentares foram avaliadas de acordo com as classes de flavonóides. Depois de afastados factores como a idade, tabaco, consumo de calorias e actividade física, os investigadores detectaram que o menor consumo de antocianidinas estava associado a uma redução de 10 por cento na mortalidade total, 12 por cento de doença coronária e 9 por cento de doença cardiovascular. Quando comparados os maiores e menores consumos de flavanonas (93,7 versus 7,6 miligramas por dia), os dados revelam um redução de 22 por cento de doença coronária; se idêntica comparação for feita entre os maiores e menores consumos de flavonas (1,5 versus 0,1 miligramas dia), a redução de mortalidade total é de 12 por cento. Neste estudo encontrou-se também uma associação entre consumo de maçãs, peras e vinho tinto e menor índice de mortalidade derivada de doença cardiovascular e coronária, e entre o consumo de sumo de romã e números de mortalidade total.
Publicado no American Journal of Clinical Nutrition, este estudo vem reforçar a importância do papel dos flavonóides, recentemente contestado por cientistas do Linus Pauling Institute que, após várias investigações, afirmam que a actividade antioxidante dos flavonóides em laboratório não se verifica no interior do corpo humano.
Fonte: Nutraingredients
19/3/2007