As pessoas compram alimentos com base no seu rendimento, o que acreditam ser o benefício de saúde do alimento em causa e do seu custo. No entanto, a raça e o sexo parecem também conduzir a escolhas alimentares diferentes, de acordo com um novo estudo apresentado pela Universidade John Hopkins e publicado no European Journal of Clinical Nutrition, em Março. No total, os investigadores entrevistaram 4356 norte-americanos entre os 20 e os 65 anos. Foram considerados elementos ligados à qualidade da dieta alimentar (quantidade de energia, densidade de energia, gordura total e gordura saturada), e à sua composição (quantidade de frutas e vegetais, fibra, cálcio, lacticínios). Alguns dos dados mais representativos: - Independentemente do rendimento, a barreira do preço faz com que as pessoas comprem alimentos mais ricos em sódio e mais pobres em fibra; - Pessoas de raça branca de estrato económico mais baixo tendem a comer mais gordura saturada e gordura no total. Os afro-americanos não apresentam relação entre o rendimento e o consumo de gordura; - Os afro-americanos com baixos rendimentos dão mais importância ao preço do alimento do que os norte-americanos de raça branca com o mesmo nível de rendimentos; - As mulheres estão mais preocupadas em seguir as recomendações alimentares do que os homens; - As mulheres consomem menos calorias, densidade calórica, gordura total, gordura saturada, colesterol e sódio. Os homens têm um consumo mais elevado de frutas e vegetais, fibra, cálcio e lacticícios, nomeadamente porque consomem mais comida; Para além destes, o artigo defende que os comportamentos nutricionais ficam a dever muito a factores ambientais como a publicidade e o marketing e pessoais como o gosto, conveniência e benefícios de saúde.17/4/2007
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