Será que o organismo humano responde da mesma forma que o de ratos e vermes? No que diz respeito às consequências da restrição calórica, a resposta pode ser afirmativa.
Os cientistas sabem há décadas que comer menos calorias significa uma vida mais longa. Se tomarmos como exemplo os animais citados, a sobrevivência em relação a elementos da mesma espécie que ingerem mais calorias chega aos 40 por cento. O desafio colocado aos investigadores era provar esta evidência meramente empírica e descobrir de que forma o processo decorria nos humanos. De acordo com a revista Nature de Maio, os genes podem estar no centro dessa relação, nomeadamente o gene pha-4.
Como esta proteína parece estar envolvida na longevidade associada à restrição calórica, os investigadores acreditam que se a sua acção for “imitada”, os efeitos produzidos podem ser os mesmos. Para os cientistas, quando o mecanismo de acção do pha-4 estiverem totalmente descodificados, poderá ser possível prolongar a vida… sem obrigar ninguém a passar fome.
14/5/2007