O sal é um condimento muito requisitado. Na hora de temperar a salada e de dar um gosto a mais aos petiscos, lá se vão algumas generosas pitadas dele. Sem falar que está presente em quantidade considerável nos alimentos industrializados. O problema é que o seu excesso está ligado à elevação da pressão arterial e a hipertensão. Pode levar a infartos, acidentes vasculares cerebrais e insuficiência renal terminal.
Pesquisadores das universidades da Califórnia, Stanford e Columbia, nos Estados Unidos, constataram que, se os americanos reduzissem a ingestão de sal a apenas meia colher de sopa por dia (3g), haveria de 44 mil a 92 mil menos casos de morte e, de 54 mil a 99 mil, de ataque cardíaco.
Prós e contras do sal
O sal é composto por sódio, que tem relação directa com a hipertensão arterial, e cloreto. A dieta habitual da população conta com 10g a 12g do produto por dia, quase o dobro da recomendação.
Engana-se quem pensa que o excesso resulta principalmente das pitadinhas a mais, o que representa apenas cerca de 15% do consumo. Os grandes culpados são os alimentos industrializados, com 75%.
Apesar de o sal em grandes quantidades ser um problema, o uso de forma controlada traz benefícios. É necessário para a sobrevivência de todos os seres vivos, incluindo os humanos, e está envolvido na regulação da quantidade de água do organismo. Além disso, é enriquecido com iodo, prevenindo o bócio.
Portanto, moderação é a palavra-chave.
Mas como saber se está dentro do limite esperado?
Na prática, não há um método que garanta números exactos.
Olhar as embalagens e saber as fontes de sódio já ajuda. Além disso, sentir muita sede após saborear um alimento rico em sal, como os salgadinhos, é sinal de que provou muito condimento.
15/2/2010